Conheça o projeto Quebrando o Silêncio

A igreja adventista do sétimo dia, conhecida não apenas como igreja, mas também por suas escolas e diversas ações sociais como a “fios de amor”, “força na peruca”, ADRA e muitos outras, vem desde o ano de 2002 trabalhando em um projeto muito importante chamado “quebrando o silêncio”.

A sua finalidade é através de diversos meios comunicativos e educativos trabalhar com a prevenção contra o abuso e a violência doméstica. Todo ano este projeto é promovido em oito países diferentes da América do sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai e Uruguai).

Degradação social

Não é novidade para ninguém que a cada dia recebemos mais e mais notícias aterradoras sobre casos de violência. O ser humano se encontra em um patamar quase irreconhecível, onde os mais fracos acabam sofrendo com a ira e o ódio dos que se acham mais fortes.

Essa desumanização social vem fazendo muitas vítimas, que por diversos motivos mantém-se caladas diante de seus transgressores. São pessoas que se encontram em constante estado de abalo e trauma emocional, mas o principal motivo para se calarem é que normalmente a violência sempre acaba partindo de um familiar ou por medo de serem ridicularizadas ou de sofrer represálias.

Talvez nem todos possam entender aquilo que faz um agredido se calar diante de um ato violento, mas nesses casos é necessário ter paciência e saber se colocar no lugar de alguém que esteja por esse momento.

E para tanto, o projeto Quebrando o Silêncio, vem com a finalidade de atingir não somente os diretamente envolvidos com estes tipos de problema mas sim aqueles que podem apoiar e ajudar a quebrar o silêncio diante de tais atos covardes.

Tipos de violência

Um dos temas abordados por essa ação ensina como reconhecer um abusador em potencial, perfilando de forma genérica como ele poderia ser ou agir e quais ambientes ele pode estar.

Alguns tópicos falam sobre como eles podem se relacionar bem com crianças e que normalmente são pessoas casadas e que podem visitar com mais constância lugares que sejam frequentados por crianças e adolescentes, essas são suposições e apenas alguns dos muitos indícios que podem nos ajudar a identificar um possível agressor.

Fatores mais graves nos indicam quando devemos nos afastar ou tomar cuidados redobrados, como pessoas que colecionem materiais pornográficos infantis, pessoas que usam drogas tanto lícitas quanto ilícitas, formas estranhas de se falar com crianças que não conheçam.

Lógico que existem diversos tipos de agressores e este é apenas um dos mais graves, abusadores podem se manifestar de diversas maneiras.

Mulheres casadas por anos podem sofrer abusos de seus maridos e nunca falar sobre o assunto por acharem sempre que um dia possa melhorar, é essa a esperança que elas reservam, a de dias melhores, mas a verdade é que muitas acabam morrendo antes mesmo de pensar em abrir a boca ou dar um passo para livrar-se dessa vida. São dependentes emocionais e quase sempre financeiras também, dessa maneira o agressor a mantém sobre seu controle e sob o constante sentimento de pavor.

Ouvir alguém falar que quando uma mulher é estuprada, acontece por culpa dela é deprimente. Muitos agressores se utilizam de artifícios como mulheres que andam com roupas curtas pedem para serem agredidas sexualmente, é só mais uma afirmação de uma cultura machista que serve apenas para disseminar o ódio pelo sexo, dito erroneamente, como o frágil.

E é por isso que o projeto quebrando o silêncio foi criado, como apoio a estas pessoas massacradas por outras que se sentem por direito como seus controladores e algozes.

Já é hora de pôr um fim na impunidade, e dar voz a quem precisa, quebrando o silêncio dos oprimidos e trazendo a devida punição para os agressores.

Métodos de comunicação com o público

Quebrando o silêncio desenvolveu diversas maneiras de disseminar as temáticas do seu projeto, existem vídeos em libras, músicas infantis, revistinhas em quadrinhos entre muitos outros métodos para que seja possível alcançar cada vez mais pessoas que precisem de um alento.

A cada ano é lançada uma revista com o nome do projeto, no site da igreja adventista é possível baixa-la gratuitamente.

As pessoas boas precisam entender que não merecem ser maltratadas e que o seio familiar dever ser o sinônimo de felicidade e não o contrário.