Como se comunicar com cada geração de doadores brasileiros?

Sempre existiram pesquisas internacionais para explorar o setor das ONGs. É através dessas informações que as instituições aqui do Brasil se baseiam para realizar o seu trabalho. Por sorte já podemos contar cada vez mais com pesquisas realizadas aqui também, em relação a maneira como lidamos com as doações, permitindo assim que tenhamos um panorama mais realista de como funciona o terceiro setor aqui no nosso país.

Para produzir este artigo, resolvemos comparar e unir os dados que falam sobre os doadores do Brasil com os dados da pesquisa que mostram o consumo de mídia no Brasil. Até porque cada época tem suas especificações, e, portanto, para cada uma delas deve haver uma forma única de se abordar alguém com o intuito de chamar a sua atenção.

O consumo de mídia dos doadores brasileiros conforme geração

Distribuindo a incidência de doação entre as idades, podemos averiguar que conforme as pessoas ficam mais velhas as doações aumentam. Entre pessoas com 50 anos ou mais, as doações ocorrem entre 30 e 50%; já entre 30 e 50 anos a porcentagem de doadores varia entre 20 e 25%; enquanto que os mais novinhos, dos 18 aos 29 anos estão entre 21% de doadores.

Embora a pesquisa não demonstre como ocorre ou se ocorre doação entre os mais novos, é importante manter olhos atentos nessa faixa etária também, já que estes são futuros doadores em potencial.

Nascidos entre 1946 e 1964

Esta é uma geração que tem um contato com a mídia mais atrasado, o que os leva a se manter apenas entre as mais conhecidas como as redes de relacionamento, a exemplo o Facebook. É de fácil acesso e contém diversão garantida para eles, como vídeos, mensagens e anúncios. Dentre as pessoas dessa geração, cerca de 40 a 50% utilizam apenas o celular como meio de acesso as mídias.

Uma característica importante em relação as pessoas dessa idade são como eles são mais conservadores e por tanto demoram para confiar em qualquer anúncio ou tentativa de pedido de doação. É preciso explicar exatamente como funciona a organização para que eles criem um vínculo e diminuam o sentimento de desconfiança. E para isso é preciso ir além do marketing virtual.

Nascidos entre 1965 – 1976

Aqui nós vemos pessoas entre 35 e 54 anos, que em sua maioria são leitores do sexo masculino de jornais e revistas onde se encontram notícias relacionadas com sua cidade.

Por tanto deve-se lembrar do quanto é importante manter o marketing na imprensa local.

Aqui o Facebook também é muito importante, já que essa geração representa uma parcela muito maior dos seus usuários em relação a quem curte e compartilha posts relacionados a caridade e voluntariado.

Nascidos entre 1977 – 1995

Dos 20 aos 55. Essas pessoas fazem parte dos grupos que mais assistem vídeos online, principalmente os que são da versão streaming.

O interessante para atingir esta faixa etária é investir neste tipo de transmissão ao vivo através das plataformas mais utilizadas em celulares.

Além de assistir vídeos, essa geração também acessa muito seus e-mails e redes sociais.

Lembrando que assessoria de imprensa, continua sendo muito importante aqui, já que nessa idade grande parte das mulheres são leitoras assíduas de jornais e principalmente revistas.

Nascidos a partir de 1996

Cada vez mais encontramos jovens com uma nova mentalidade e muito engajados em obras que fazem a diferença.

São aficionados por redes sociais e aplicativos de troca de mensagens instantâneas.

É sempre muito importante saber explorar cada um desses tipos específicos de mídia para poder atingir cada uma dessas gerações. Embora possuam mentalidades diferentes, ainda assim se abordadas da maneira correta, poderão colaborar com as causas de sua organização. Basta saber como chegar a cada um deles.

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